sexta-feira, 19 de setembro de 2025

A Luz

 para Maya
[São Paulo/SP 1997 – Maringá/PR 2013]

Foste uma amiga, uma irmã,
foste uma luz, o calor.
No despertar da manhã,
foste… simplesmente amor.
Em uma pequena cidade, havia um homem chamado Giuseppe, que viveu a maior parte de sua vida imerso na solidão. Mas, tudo mudou quando ele encontrou uma cadela abandonada na rua. Ela era uma mistura de raças, com olhos brilhantes e um jeito brincalhão que derreteu seu coração. Giuseppe a chamou de Maya, e desde aquele dia, eles se tornaram inseparáveis.

Maya trouxe alegria para a vida dele. Juntos, exploravam parques, faziam longas caminhadas e compartilhavam momentos simples, como assistir ao pôr do sol no quintal. Com o passar dos anos, Maya se tornou mais do que uma companheira; ela era sua melhor amiga, sua luz em dias sombrios.

Os anos passaram rapidamente e, ao completar 16 anos, Maya começou a apresentar sinais de fraqueza. A energia que antes brilhava em seus olhos agora era apenas um lampejo. Giuseppe, preocupado, levou-a ao veterinário, onde recebeu a notícia que temia: Ela estava envelhecendo e seu tempo estava se esgotando.

Nos dias que se seguiram, Giuseppe fez tudo o que pôde para tornar os últimos momentos de Maya especiais. Ele a levou a todos os lugares que ela amava, preparou suas comidas favoritas e passou horas acariciando seu pelo macio. Mas, apesar de seus esforços, o estado dela continuava a piorar.

Uma noite, enquanto a lua iluminava o céu, Maya deitou-se ao lado de Giuseppe. Ele a abraçou, sentindo seu coração bater lentamente. Com lágrimas nos olhos, ele sussurrou palavras de amor e gratidão, lembrando-se de todos os momentos que viveram juntos. Maya olhou para ele, como se entendesse cada palavra, e então fechou os olhos pela última vez.

A dor da perda foi avassaladora. A casa, que antes era preenchida com os risos e as brincadeiras de Maya, agora parecia vazia e silenciosa. Giuseppe caminhava pelos lugares onde costumavam brincar, sentindo a falta da alegria que a cadela trouxera para sua vida. Cada canto lembrava-o dela: o sofá onde ela costumava se aninhar, o parque onde corriam juntos, e até mesmo o quintal onde tantas vezes observaram o sol se pôr.

Os dias se tornaram semanas, e a tristeza de Giuseppe parecia não ter fim. Ele se perguntava como poderia viver sem sua fiel amiga. A vida, que antes parecia cheia de significado, agora era uma sombra do que era.

Mas, em meio à dor, Giuseppe começou a lembrar das lições que Maya lhe ensinou sobre amor e amizade. Ele decidiu que, embora ela não estivesse mais fisicamente ao seu lado, seu espírito e as memórias que compartilharam sempre viveriam em seu coração. Com isso, ele se dedicou a ajudar animais abandonados, fazendo o que pôde para dar a outros cães a mesma felicidade que Maya trouxe para sua vida.

A tristeza nunca desapareceu completamente, mas Giuseppe encontrou consolo na ideia de que Maya havia deixado um legado de amor. E, assim, em meio à dor, ele começou a reencontrar sua luz.

Fonte: José Feldman. Labirintos da vida. Maringá/PR: Ia Biblioteca Voo da Gralha Azul, 2024.

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

A camundonga corajosa

 

Era uma vez...
Em um reino distante, havia uma pequena aldeia cercada por uma floresta mágica e misteriosa. Nessa aldeia, vivia uma camundonga chamada Matilda. Embora fosse pequena e frequentemente ignorada, Matilda tinha um coração valente e sonhava em fazer grandes coisas.

O Problema
Certa manhã, os habitantes da aldeia acordaram assustados. Uma bruxa malvada chamada Clotilde havia lançado um feitiço, transformando todos os animais da floresta em pedras. Ela estava furiosa porque os animais não a acatavam e decidiu punir a aldeia por sua desobediência.

Matilda, percebendo que seus amigos, como o sábio corvo Tomás e a gentil raposa Flora, estavam petrificados, decidiu que era hora de agir. Com coragem, ela se aproximou do ancião da aldeia e perguntou como poderia ajudar.

A Jornada
O ancião contou que a única maneira de quebrar o feitiço era encontrar o Cristal da Coragem, escondido na montanha mais alta do reino. Matilda sabia que a jornada seria perigosa, mas não podia deixar seus amigos assim.

Com um pequeno manto feito de folhas e um pedaço de queijo na mochila, Matilda partiu em direção à montanha. No caminho, encontrou Tomás, que, mesmo petrificado, ainda podia falar.

"Se você deseja quebrar o feitiço, não se esqueça de ser corajosa e gentil", aconselhou o corvo. Matilda prometeu que não se deixaria abalar, e continuou sua jornada.

O Encontro com a Bruxa
Ao chegar à montanha, ela encontrou a entrada de uma caverna escura. Com o coração acelerado, ela entrou e se deparou com Clotilde, que estava guardando o Cristal da Coragem.

"Quem ousa entrar em meu domínio?" gritou a bruxa, com um olhar maligno.

"Eu sou Matilda, e vim quebrar o feitiço que você lançou sobre os animais", respondeu a camundonga, tremendo, mas determinada.

Clotilde riu. "Você, uma simples camundonga? O que pode fazer contra um feitiço poderoso?"

Matilda respirou fundo e, em vez de medo, falou com firmeza: "Eu posso mostrar que a verdadeira coragem vem do coração, não do tamanho."

O Desfecho
A bruxa, intrigada pela bravura de Matilda, decidiu testá-la. "Se você realmente tiver coragem, enfrente três desafios, e então eu considerarei libertar os animais."

Os desafios eram perigosos: atravessar um rio cheio de crocodilos, resolver um enigma mágico e, por fim, encontrar uma flor rara que crescia em uma montanha íngreme.

Com a ajuda de sua astúcia e a coragem que brotava de seu coração, Matilda superou cada desafio. Ela usou seu pequeno corpo para se esgueirar entre os crocodilos, pensou cuidadosamente para resolver o enigma e, com determinação, escalou a montanha até encontrar a flor.

Impressionada, Clotilde finalmente entregou o Cristal da Coragem a Matilda. Com um gesto gentil, a camundonga quebrou o feitiço, e todos os animais voltaram à vida.

Matilda voltou à aldeia como uma heroína, e Clotilde, ao ver a bondade e coragem da pequena camundonga, decidiu mudar seu comportamento. Ela não mais usou magia para causar medo, mas sim para ajudar a aldeia.

E assim, a aldeia aprendeu que a verdadeira coragem não é medida pelo tamanho, mas pela força do coração.

Moral: 
A coragem e a bondade podem superar até mesmo os maiores desafios.

Fonte: José Feldman. Labirintos da vida. Maringá/PR: Plat. Poe. Biblioteca Voo da Gralha Az
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domingo, 14 de setembro de 2025

A melodia está no ar

 (Menção Honrosa no V Concurso Literário Foed Castro Chamma 2025, de Irati/PR - tema: Melodia)

Em uma pequena cidade, perdida entre montanhas verdejantes e rios caudalosos vivia Edilene, uma jovem apaixonada por música. Desde pequena, ela acreditava que o mundo ao seu redor era uma sinfonia invisível, repleta de melodias que poucos conseguiam ouvir.
 
Certa manhã, enquanto caminhava pelo parque, ela parou para escutar o canto dos pássaros que se misturava ao sussurro das folhas, formando um suave prelúdio. Inspirada, pegou seu caderno e começou a escrever as notas que sentia no ar.
 
Conforme os dias passavam, ela explorava diferentes lugares da cidade. No mercado, o tilintar das moedas e o riso das crianças criavam um ritmo alegre. Na beira do rio, o gorgolejar da água formava um solo tranquilo. Cada ambiente trazia uma nova melodia, e ela se dedicava a capturar cada uma delas.
 
Um dia, quando caminhava pelo parque, encontrou um músico idoso tocando violão. As cordas vibravam com uma profundidade que parecia conversar com a alma de quem passava. Edilene se aproximou, encantada. O homem, percebendo seu interesse, sorriu e disse:
 
— A música está em tudo, menina. Basta ouvir.
 
Ela sorriu de volta, entendendo que suas anotações não eram apenas notas, mas a essência da vida que a cercava. Ele, com seu violão, começou a tocar a melodia que ela havia coletado em suas andanças e anotara em seu caderno A cidade parou para ouvir. Os rostos se iluminaram, e pessoas começaram a dançar. A melodia que antes era invisível agora se manifestava em cada coração. Edilene percebeu que a música não era apenas algo que se tocava, mas uma experiência compartilhada.
 
A partir daquele dia, ela e o músico se tornaram inseparáveis. Juntos, eles continuaram a explorar a cidade, capturando novas melodias, unindo vidas e espalhando alegria. E assim, a pequena cidade se transformou em um grande concerto, onde cada som e silêncio contavam uma história. E, enquanto a vida seguia seu curso, Edilene aprendeu que a verdadeira magia da música está na capacidade de conectar as pessoas e fazer com que cada um ouça a melodia única que existe á sua volta.
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JOSÉ FELDMAN, poeta, trovador, escritor, professor e gestor cultural. Formado em patologia clínica trabalhou por mais de uma década no Hospital das Clínicas de São Paulo. Foi enxadrista, professor, diretor, juiz e organizador de torneios de xadrez a nível nacional durante 24 anos; como diretor cultural organizou apresentações musicais. Morou na capital de São Paulo, em Taboão da Serra/SP, em Curitiba/PR, em Ubiratã/PR, em Maringá/PR. Consultor educacional junto a alunos e professores do Paraná e São Paulo. Pertence a diversas academias de letras, como Confraria Brasileira de Letras, Academia Rotary de Letras, Academia Internacional da União Cultural, Academia de Letras Brasil/Suiça, Confraria Luso-Brasileira de Trovadores, Academia de Letras de Teófilo Otoni, etc, possui os blogs Singrando Horizontes desde 2007, e Pérgola de Textos, um blog com textos de sua autoria, Voo da Gralha Azul (com trovas do mundo). Assina seus escritos por Floresta/PR. Dezenas de premiações em poesias e trovas no Brasil e exterior. Publicações de sua autoria “Labirintos da vida” (crônicas e contos); “Peripécias de um Jornalista de Fofocas & outros contos” (humor); “35 trovadores em Preto & Branco” (análises); “Canteiro de trovas”; “Pérgola de textos” (crônicas e contos), “Caleidoscópio da Vida” (textos sobre trovas) e “Asas da poesia”.

Imagem criada por Jfeldman com Microsoft Bi

sábado, 13 de setembro de 2025

A porta fujona

 
Era uma manhã ensolarada em um bairro tranquilo, onde a rotina dos moradores seguia em um compasso sereno. No entanto, na entrada de uma casa localizada em uma ladeira, um grupo de homens estava prestes a transformar essa tranquilidade em um espetáculo cômico. Eles eram os instaladores da nova porta de correr, e a expectativa era alta — uma porta de correr sempre traz um toque de modernidade!

Com a fita métrica em mãos e a serra elétrica zumbindo, os homens estavam concentrados na tarefa. Entre eles estava o chefe, um tipo bem-humorado chamado João, que sempre fazia piadas para aliviar a tensão. “Se essa porta fosse mais rápida, eu a contrataria para correr na maratona!” disse ele, rindo.

Após algumas tentativas e erros, a porta estava finalmente instalada, mas os homens, em um momento de distração e descoordenação, esqueceram de fixá-la corretamente. E, como se a própria porta tivesse vida, ela decidiu que era hora de uma aventura.

De repente, a porta escapuliu de suas garras e, com um estrondo, começou a deslizar ladeira abaixo. 

“Ei! Volta aqui!” gritou Carlos, o ajudante mais jovem, enquanto seus colegas se entreolhavam em estado de choque. 

A porta, agora em plena fuga, derrubou uma lata de lixo, espalhando garrafas e restos de comida por toda a calçada.

As pessoas que passavam, inicialmente perplexas, começaram a reagir. Uns corriam para se afastar da porta descontrolada, enquanto outros paravam para rir da cena inusitada. Uma senhora, com um gato no colo, soltou uma gargalhada tão alta que fez o animal pular e sair correndo.

Carlos e seus colegas, em uma corrida frenética, tentavam alcançar a porta. 

“Parece que a porta tem mais energia que a gente!” gritou Pedro, um dos instaladores que já estava sem fôlego. 

A porta continuava sua corrida, desgovernada, e a cada metro que descia, deixava um rastro de destruição. Bicicletas foram derrubadas, e um ciclista que vinha descendo a ladeira teve que se desviar, quase caindo ao chão.

“Isso é um verdadeiro filme de ação!” exclamou um morador que assistia a tudo de sua varanda, enquanto outros começavam a filmar a cena com seus celulares.

Em meio à confusão, um dos homens, o robusto Roberto, decidiu que seria o herói do dia. Ele viu a porta se aproximando e, em um impulso, lançou-se na direção dela como um jogador de futebol, tentando agarrá-la. Mas a porta, indiferente aos seus esforços heroicos, continuou deslizando. Roberto ficou agarrado na borda, sendo arrastado ladeira abaixo como um brinquedo de criança.

“Me solta! Me solta!” ele gritava, enquanto a porta ignorava seu apelo, correndo mais rápido do que ele. O grupo de instaladores, agora em uma verdadeira missão de resgate, corria atrás deles, com gritos de desespero.

Finalmente, após o que pareceu uma eternidade, a porta encontrou um obstáculo: uma árvore robusta. Com um baque surdo, ela colidiu contra o tronco e parou abruptamente. Roberto, aliviado, se desvencilhou da porta, caindo no chão com um suspiro de alívio e uma expressão que misturava cansaço e incredulidade.

Os homens se reuniram ao redor da porta, agora paralisada, e começaram a rir descontroladamente. 

“Acho que ela estava apenas procurando uma nova casa!” comentou Carlos, enquanto todos riam para aliviar a tensão.

Aquela manhã, que havia começado como um simples dia de trabalho, se transformou em uma memória inesquecível para todos os presentes. E, claro, a ladeira nunca mais seria vista da mesma forma. Para os moradores, a porta de correr que havia fugido se tornaria uma lenda local — a história da porta que decidiu dar uma volta.
Fontes:
José Feldman. Pérgola de Textos. Floresta/PR: Plat. Poe. Biblioteca Voo da Gralha Azul.
Imagem criada por Jfeldman com Microsoft Bing

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

O mistério da floresta encantada

 
Era uma vez, em uma pequena aldeia cercada por uma densa floresta, uma mulher carinhosa chamada Dona Benta, conhecida por suas delícias culinárias e por cuidar de todos na comunidade. Ela também tinha um profundo amor pela natureza. 

Todos os dias, Dona Benta caminhava pela floresta, admirando as árvores majestosas e os pássaros que cantavam alegremente.

Um dia, enquanto colhia ervas para fazer um chá, ela percebeu que algo estava errado. As árvores estavam murmurando, e o vento parecia sussurrar um aviso. Intrigada, ela decidiu investigar. Com seu cesto cheio de ervas, seguiu o som até uma clareira iluminada pelo sol.

Lá, encontrou Saci, o menino travesso de uma perna só, que estava fazendo travessuras com algumas folhas secas. Ele estava tão concentrado em suas brincadeiras que não percebeu a chegada de Dona Benta.

— Saci! — chamou ela. — O que você está fazendo aqui?

— Ah, Dona Benta! — respondeu ele, dando uma pirueta. — Estou tentando fazer uma poção mágica para fazer as folhas dançarem! Mas parece que as árvores estão tristes. Você percebeu?

Dona Benta assentiu, preocupada.

— Sim, Saci. Algo está acontecendo com a floresta. Precisamos descobrir o que é.

Nesse instante, um ruído ecoou entre as árvores, e o Curupira, guardião da floresta, apareceu, seus cabelos flamejantes brilhando sob os raios de sol. Ele tinha uma expressão séria.

— Olá, Dona Benta, Saci. A floresta está em perigo! Os homens estão cortando árvores sem parar, e os animais estão fugindo. Se não fizermos algo, perderemos este lugar encantado.

Dona Benta, com seu coração bondoso, decidiu que não poderia ficar parada. Juntos, eles formaram um plano. Saci usaria suas travessuras para distrair os homens que estavam desmatando, enquanto Dona Benta e Curupira procurariam uma solução mais permanente.

Na manhã seguinte, o Curupira criava ilusões, fazendo com que os madeireiros se perdessem entre as árvores. Quando eles tentavam seguir um caminho, mudava a direção das trilhas, levando-os a lugares inesperados. Ele usava o vento para sussurrar avisos às árvores e aos animais, alertando-os sobre a presença dos madeireiros. Isso ajudava os animais a se afastarem e evitarem perigos.

O Saci era conhecido por sua habilidade de fazer objetos desaparecerem. Ele escondia ferramentas e equipamentos dos madeireiros, fazendo com que eles não conseguissem trabalhar. Emitia risadas altas e sons estranhos que assustavam os trabalhadores, fazendo com que eles se sentissem inseguros.

Enquanto isso, Dona Benta preparou uma deliciosa refeição com ingredientes da floresta. Ela sabia que a comida poderia unir as pessoas.

Convidou os aldeões para um grande banquete em sua casa, onde serviu pratos feitos com os frutos e ervas da floresta. Durante a refeição, começou a falar sobre a importância de preservar a natureza, mostrando como a floresta era essencial para a vida de todos.

— Se continuarmos a desmatar, — disse Dona Benta, — não teremos mais água limpa, ar puro e alimentos frescos. Precisamos cuidar do que temos!

Os aldeões, tocados pela sabedoria de Dona Benta, começaram a entender a gravidade da situação. Eles decidiram se unir e proteger a floresta. 

No dia seguinte, armados com ferramentas e determinação, foram até a clareira onde os homens cortavam as árvores.

Com a ajuda de Saci, que continuava a confundir os madeireiros, e do Curupira, que se manifestava como eco e vento, os aldeões conseguiram impedir o desmatamento. Juntos, formaram um círculo em volta das árvores que ainda estavam de pé, cantando e dançando em celebração à vida.

Os madeireiros, confusos e assustados, foram embora, e a floresta voltou a respirar aliviada. 

Com o tempo, os aldeões aprenderam a viver em harmonia com a natureza. Plantaram novas árvores e criaram um jardim comunitário, onde todos podiam colher as bênçãos da floresta sem destruí-la.

E assim, com a ajuda de Dona Benta, do travesso Saci e do protetor Curupira, a floresta encantada prosperou, e os habitantes da aldeia aprenderam a respeitar e preservar a beleza natural ao seu redor. A amizade entre eles e a natureza se fortaleceu, e a floresta nunca mais esteve em perigo.

E sempre que alguém caminhava pela floresta, o riso de Saci, as chamas do cabelo do Curupira brilhantes, lembrava que a verdadeira magia estava na preservação e no cuidado com o mundo ao nosso redor.
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JOSÉ FELDMAN, poeta, trovador, escritor, professor e gestor cultural. Formado em patologia clínica trabalhou por mais de uma década no Hospital das Clínicas de São Paulo. Foi enxadrista, professor, diretor, juiz e organizador de torneios de xadrez a nível nacional durante 24 anos; como diretor cultural organizou apresentações musicais. Morou na capital de São Paulo, em Taboão da Serra/SP, em Curitiba/PR, em Ubiratã/PR, em Maringá/PR. Consultor educacional junto a alunos e professores do Paraná e São Paulo. Pertence a diversas academias de letras, como Confraria Brasileira de Letras, Academia Rotary de Letras, Academia Internacional da União Cultural, Academia de Letras Brasil/Suiça, Confraria Luso-Brasileira de Trovadores, Academia de Letras de Teófilo Otoni, etc, possui os blogs Singrando Horizontes desde 2007, e Pérgola de Textos, um blog com textos de sua autoria, Voo da Gralha Azul (com trovas do mundo). Assina seus escritos por Floresta/PR. Dezenas de premiações em poesias, trovas, crônicas e contos no Brasil e exterior.
Publicações de sua autoria “Labirintos da vida” (crônicas e contos); “Peripécias de um Jornalista de Fofocas & outros contos” (humor); “35 trovadores em Preto & Branco” (análises); “Canteiro de trovas”; “Pérgola de textos” (crônicas e contos), “Caleidoscópio da Vida” (textos sobre trovas) e “Asas da poesia”.

Fontes:
José Feldman. Pérgola de Textos. Floresta/PR: Plat. Poe. Biblioteca Voo da Gralha Azul.
Imagem criada por Jfeldman com Microsoft Bing

domingo, 7 de setembro de 2025

Sofrimento de mãe

 

No silêncio da casa ecoam lembranças, como sussurros de um passado que se recusa a se apagar. A mãe, com o olhar perdido na porta entreaberta, espera o retorno que nunca virá. O cheiro do seu filho ainda paira no ar, nas roupas que permanecem penduradas, nas risadas que agora são ecos distantes. 

Cada canto da casa guarda uma história, um momento de alegria que a guerra transformou em dor. Ela se lembra do brilho nos olhos dele ao falar sobre seus sonhos, a coragem que o levou a lutar por um mundo melhor. Mas a realidade é cruel, e a batalha que ele enfrentou levou não apenas sua vida, mas também parte da alma da mãe que o gerou.

As noites são longas e frias, preenchidas por um lamento silencioso. A cama vazia a lembra do vazio que agora habita seu coração. Os amigos que voltaram trazem notícias sussurradas, mas nenhum consolo pode aliviar o peso da perda. Ela caminha entre as memórias, buscando a força para seguir, mesmo quando o mundo parece desmoronar.

Em meio à dor, a mãe encontra um fio de esperança. Nos sonhos, ele a visita, sorrindo como antes, e ela sente o calor de seu abraço. É na lembrança do amor que ele deixou que ela se agarra, transformando a tristeza em um tributo à vida que foi. A guerra pode ter levado seu filho, mas o amor que ela sente é eterno, um laço que a liga a ele, sempre.

E assim, com o coração partido, mas ainda pulsante, a mãe sente que o amor transcende a morte. Em cada lágrima, uma homenagem; em cada lembrança, uma celebração. E mesmo que a dor nunca desapareça, ela sabe que, em algum lugar, seu filho vive, em cada sorriso, em cada ato de coragem que floresce no mundo.
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JOSÉ FELDMAN, poeta, trovador, escritor, professor e gestor cultural. Formado em patologia clínica trabalhou por mais de uma década no Hospital das Clínicas. Foi enxadrista, professor, diretor, juiz e organizador de torneios de xadrez a nível nacional durante 24 anos; como diretor cultural organizou apresentações musicais. Morou na capital de São Paulo, em Taboão da Serra/SP, em Curitiba/PR, Ubiratã/PR, Maringá/PR. Consultor educacional junto a alunos e professores do Paraná e São Paulo. Pertence a diversas academias de letras, como Academia Rotary de Letras, Academia Internacional da União Cultural, Confraria Luso-Brasileira de Trovadores, Academia de Letras de Teófilo Otoni, etc, possui os blogs Singrando Horizontes desde 2007, e Pérgola de Textos, um blog com textos de sua autoria, Voo da Gralha Azul (com trovas do mundo). Assina seus escritos por Floresta/PR. Dezenas de premiações em poesias e trovas no Brasil e exterior.
Publicações de sua autoria “Labirintos da vida” (crônicas e contos); “Peripécias de um Jornalista de Fofocas & outros contos” (humor); “35 trovadores em Preto & Branco” (análises); e “Canteiro de trovas”.. No prelo: “Pérgola de textos” (crônicas e contos) e “Asas da poesia”
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sábado, 6 de setembro de 2025

Biblioteca além da imaginação

Era uma noite fria e nebulosa quando três personagens ilustres se encontraram em uma biblioteca esquecida pelo tempo. O aroma de livros antigos pairava no ar, e as prateleiras, repletas de volumes empoeirados e teias de aranha, pareciam sussurrar segredos de eras passadas. No centro da sala, uma mesa de madeira marrom escura possuía um candeeiro com uma luz suave, iluminando os rostos de H. P. Lovecraft, Arthur Conan Doyle e H. G. Wells.

Lovecraft: (encarando uma edição de “O Chamado de Cthulhu”) “É fascinante como o desconhecido pode instigar o medo nas profundezas da mente humana. Meus leitores, ao se depararem com o que não compreendem, são confrontados com suas próprias limitações.”

Doyle: (sorrindo levemente) “Ah, mas o que é o medo senão um reflexo do que não conseguimos explicar? Em meus contos, como em ‘O Cão dos Baskerville’, busco uma explicação lógica para o sobrenatural. O verdadeiro terror reside na razão que falha.”

Wells: (ajustando os óculos) “Ambos tocam em aspectos fundamentais da condição humana, mas os meus escritos, como ‘A Máquina do Tempo’, exploram o potencial da ciência e suas consequências. O futuro é tão aterrador quanto o desconhecido, mas também repleto de possibilidades. Não é só sobre o que tememos, mas sobre o que podemos alcançar.”

Lovecraft: “Mas, H. G., e quando essas possibilidades se tornam uma arma de destruição? A ciência pode revelar verdades que o homem não está preparado para enfrentar. O que acontece quando a curiosidade ultrapassa os limites da moralidade?”

Doyle: “Certa vez, um amigo meu, um detetive, disse que a verdade é muitas vezes mais estranha do que a ficção. E o que dizer das verdades ocultas que você apresenta, Lovecraft? O que o homem deve fazer quando confrontado com o abismo que você tão eloquentemente descreve?”

Wells: (pensativo) “E se o abismo for apenas uma porta para novas realidades? A ficção científica não é apenas um aviso, mas um convite. O que você teme pode ser a chave para um novo entendimento.”

Lovecraft: “Certa vez, escrevi que o medo do desconhecido é uma das emoções mais primitivas do ser humano. O que proponho é que, ao explorar o desconhecido, devemos ter cautela. A curiosidade pode ser uma bênção ou uma maldição.”

Doyle: “Mas sem a curiosidade, nunca teríamos feito as descobertas que moldaram nosso mundo. Sou grato por Sherlock Holmes ter me ensinado que, mesmo no caos, há ordem a ser encontrada. E mesmo a escuridão pode ser iluminada pela razão.”

Wells: “Sim, mas também devemos considerar o papel da imaginação. Quando escrevi sobre a guerra dos mundos, queria alertar sobre as consequências do imperialismo. A imaginação nos permite ver o que poderia ser, não apenas o que é. O que você, Lovecraft, acha que representa a sua obra para o leitor?”

Lovecraft: “Para mim, é uma reflexão sobre a insignificância do ser humano no vasto cosmos. O leitor deve sentir a fragilidade de sua própria existência. É um lembrete de que não estamos sozinhos, e que há forças além da nossa compreensão que podem nos consumir.”

Doyle: “E, no entanto, há sempre esperança. Mesmo em suas histórias mais sombrias, há um fio de resistência. O homem busca compreender e sobreviver, mesmo quando confrontado com o horror.”

Wells: “Talvez isso seja o que nos une a todos. Se a ciência e a imaginação podem coexistir, então nossas histórias também podem. O leitor deve sair não apenas aterrorizado, mas movido a agir, a entender, a transformar.”

A conversa prosseguiu, enquanto as horas se arrastavam. Ideias se entrelaçavam, e o som das vozes ecoava por toda biblioteca, ressoando nas sombras. Cada autor trouxe à tona suas visões únicas, e a noite se tornou um diálogo atemporal sobre a natureza da literatura e o papel do homem diante do desconhecido.

Quando a primeira luz do amanhecer começou a surgir, os três escritores perceberam que, embora seus estilos fossem diferentes, todos partilhavam a mesma paixão: a busca pela verdade, seja ela aterradora ou sublime. E assim, com um aceno de cabeça e um brilho nos olhos, eles se despediram, cada um retornando ao seu próprio tempo, mas com a certeza de que suas palavras ecoariam em gerações futuras.
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H. P. Lovecraft (1890–1937)
Howard Phillips Lovecraft nasceu em Providence, Rhode Island, em 20 de agosto de 1890, morreu em 15 de março de 1937. Ele teve uma infância marcada por dificuldades familiares e problemas de saúde. Lovecraft passou a maior parte de sua vida em Providence, onde desenvolveu suas habilidades de escrita. É conhecido por seu estilo de horror cósmico, que explora temas de insignificância humana diante de forças cósmicas desconhecidas. Seus contos, como “O Chamado de Cthulhu” e “Nas Montanhas da Loucura”, introduzem criaturas e mitologias que influenciaram o gênero de terror.
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Arthur Conan Doyle (1859–1930)
Sir Arthur Conan Doyle nasceu em Edimburgo, Escócia, em 22 de maio de 1859, faleceu em 7 de julho de 1930. Formou-se em medicina e trabalhou como médico, mas sua verdadeira paixão sempre foi a escrita. É mais conhecido por criar o icônico detetive Sherlock Holmes, cujas histórias, como “Um Estudo em Vermelho” e “O Cão dos Baskerville”, revolucionaram o gênero de mistério. Ele também escreveu ficção científica, romances históricos e obras sobre espiritualismo.
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H. G. Wells (1866–1946)
Herbert George Wells nasceu em Bromley, Inglaterra, em 21 de setembro de 1866 e morreu em 13 de agosto de 1946.. Ele teve uma educação modesta e trabalhou como professor e jornalista antes de se dedicar à escrita. Wells é considerado um dos pais da ficção científica moderna, com obras como “A Máquina do Tempo”, “A Guerra dos Mundos” e “A Ilha do Dr. Moreau”. Seus escritos frequentemente abordam questões sociais e científicas, refletindo suas preocupações sobre o futuro da humanidade.

Imagem criada por Jfeldman com Microsoft Bing 

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Fábula da Velha Coruja

Em uma floresta distante, havia uma velha coruja. Ela era uma dos mais antigas e sábios da floresta, tendo visto gerações de animais nascerem e crescerem. Ela era conhecida por sua força e sabedoria, e muitos animais a procuravam para pedir conselhos e orientação.

No entanto, com o passar dos anos, começou a sentir os efeitos da idade. Suas penas começaram a murchar, e suas pernas não eram mais tão fortes quanto antes. Ela precisava de cuidado e atenção, mas seus filhos e netos, que haviam crescido e se mudado para outras partes da floresta, não estavam mais por perto para ajudá-la.

Os animais mais jovens da floresta não tinham mais tempo para visita-la ou ouvir suas histórias. Eles estavam ocupados com suas próprias vidas e problemas, e não tinham mais paciência para lidar com as necessidades de uma velha coruja.

Ela se sentia abandonada e sozinha. Ela havia dado tanto para a floresta e para os animais que viviam nela, e agora não tinha mais ninguém para cuidar dela. Começou a se sentir como um peso para os outros, e sua dor e tristeza aumentaram a cada dia.

Um dia, um jovem esquilo passou pela clareira onde ela estava. Ele notou que a velha coruja estava murcha e sozinha, e decidiu parar para visitá-la. Ela contou a ele sobre como se sentia abandonado e sozinho, e o esquilo ouviu atentamente.

Ele percebeu que a coruja não era apenas uma velha coruja, mas uma fonte de sabedoria e conhecimento. Ele decidiu visita-la regularmente, ouvindo suas histórias e aprendendo com sua experiência. Outros animais começaram a se juntar a ele, e logo ela estava cercada de amigos que a cuidavam e a respeitavam.

No entanto, a lição mais importante que ela ensinou a todos foi sobre a importância de cuidar dos idosos. Ela mostrou que os idosos não são apenas pessoas que precisam de cuidado, mas também são fontes de sabedoria e conhecimento.

Moral da história: 
Os idosos merecem respeito, cuidado e atenção. Eles têm muito a oferecer em termos de sabedoria e experiência, e é importante que sejam tratados com dignidade e compaixão. Ao cuidar dos nossos idosos, estamos não apenas ajudando-os, mas também preservando a nossa própria humanidade e garantindo que as futuras gerações possam aprender com a experiência e sabedoria dos mais velhos. Ás vezes, alguns minutos de conversa e um cafezinho podem fazer milagres para a auto-estima de um idoso. Pense nisto, antes de ver ele como um fardo para a sociedade. Eles são seres como os mais jovens e possuem emoções também.
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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

O medo de realizar os sonhos

Quantas vezes nos encontramos sonhando com algo que desejamos profundamente, mas nos sentimos paralisados pelo medo de realizar esse sonho? É como se o medo de sair da zona de conforto e enfrentar os desafios que vêm com a realização do sonho fosse maior do que o desejo em si.

Muitas vezes, nos contentamos em apenas sonhar, sem tomar as medidas necessárias para tornar esse sonho uma realidade. E é aí que reside o problema. Sonhar é importante, mas não é suficiente. É preciso ter coragem e determinação para sair em busca do que se deseja.

Os seres humanos são do tamanho de suas realizações. É através das nossas conquistas e superações que nos tornamos quem somos. E é justamente esse medo de realizar os sonhos que nos impede de alcançar nosso pleno potencial.

O medo pode se manifestar de muitas formas: medo do fracasso, medo do desconhecido, medo de não ser bom o suficiente. Mas, na verdade, o maior medo é o medo de não tentar. De não saber o que poderia ter sido se tivéssemos tido a coragem de ir em frente.

É preciso lembrar que a vida é feita de escolhas e que cada escolha tem suas consequências. Se escolhermos não tentar, podemos nos arrepender pelo resto da vida. Mas se escolhermos ir em frente, podemos descobrir que somos capazes de muito mais do que imaginávamos.

A realização dos sonhos não é fácil, mas é possível. É preciso ter perseverança, determinação e coragem. É preciso estar disposto a aprender com os erros e a se adaptar às mudanças.

Então, o que nos impede de realizar nossos sonhos? É o medo de sair da zona de conforto? É o medo de fracassar? Ou é simplesmente a falta de coragem para tentar?

A resposta é nossa. É hora de parar de sonhar apenas e começar a agir. É hora de sair da zona de conforto e enfrentar os desafios que vêm com a realização dos sonhos. É hora de descobrir o que somos capazes de fazer e de alcançar nosso pleno potencial.

Os seres humanos são do tamanho de suas realizações. Vamos fazer com que nossas realizações sejam grandes o suficiente para que possamos nos orgulhar de quem somos e do que fizemos. Vamos sonhar e agir. Vamos sonhar e realizar. Vamos ser grandes.
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terça-feira, 2 de setembro de 2025

Mini-contos Encruzilhadas da Vida 6 – 10

6. Carreira
Renato estava preso em um emprego que não o satisfazia. Todos os dias era uma repetição da encruzilhada em que se encontrava. Um dia, teve coragem de seguir sua paixão pela fotografia. Ao dar esse passo, começou a encontrar novos caminhos, descobrindo um mundo vibrante que antes parecia distante. A teia da carreira se transformou em uma galeria de possibilidades.

7. Medo
Sofia sempre deixou o medo controlar sua vida. Ele era como um quarto escuro, onde cada canto escondia uma nova insegurança. Um dia, decidiu enfrentar um de seus maiores medos: falar em público. Ao subir ao palco, percebeu que o quarto não era tão ameaçador quanto parecia. Com cada palavra, os muros do medo começaram a desmoronar.

8. Solidão
Fernanda sentia-se só em meio à multidão. O medo da solidão a cercava, e a busca por conexão parecia interminável. Um dia, decidiu participar de um grupo de leitura. Ali, encontrou almas semelhantes, pessoas que também buscavam companhia. Juntos, começaram a construir um novo caminho, onde a solidão dava lugar à amizade e ao apoio mútuo.

9. Expectativas
Leila vivia cercada por expectativas: familiares, sociais, pessoais. Cada uma era um corredor estreito em uma agonia sufocante. Um dia, decidiu desafiar essas expectativas e ouvir sua própria voz. Ao se libertar, encontrou novos caminhos, onde podia ser verdadeira consigo mesma. O vaso das expectativas se transformou em um jardim de possibilidades.

10. Esperança
Em tempos de crise, Janjão se sentia perdido. A desesperança o envolvia, e as saídas pareciam distantes. Um dia, ao ouvir uma história de superação, algo mudou. Ele percebeu que a esperança era uma luz no fim do túnel. Começou a agir em pequenos passos, e, ao longo do caminho, encontrou outros que também buscavam uma saída. Juntos, criaram um novo túnel, onde a esperança florescia.
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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Mini-contos Encruzilhadas da Vida 1 – 5


1. Decisões
Em uma encruzilhada, Lia parou, seu coração acelerado. Para a esquerda, um caminho seguro, mas monótono; à direita, uma trilha cheia de incertezas e desafios. Ela respirou fundo e decidiu seguir o caminho desconhecido. À medida que avançava, cada passo revelava novas oportunidades e, ao mesmo tempo, novos medos. No final, percebeu que a encruzilhada das decisões era onde realmente encontrava a si mesma.

2. O Tempo
Ananias sempre se sentia preso ao relógio. As horas passavam como sombras, e ele se via correndo atrás de prazos. Um dia, decidiu se desconectar. Ao andar sem pressa, descobriu pequenas maravilhas ao longo do caminho: flores que nunca tinha notado, risadas de crianças brincando. No labirinto do tempo, ele aprendeu que viver o presente é o verdadeiro tesouro.

3. Memória
Mariana encontrou um velho diário empoeirado. Cada página era um emaranhado de memórias, algumas doces, outras amargas. Ao lê-las, ela percebeu como as experiências moldaram sua identidade. Ao final da leitura, decidiu que, em vez de se perder nas lembranças, queria criar novas histórias. A teia da memória se tornaria um mapa para o futuro.

4. Relações
Lucas sempre teve dificuldades em se conectar com as pessoas. Cada amizade parecia um labirinto, cheio de paredes invisíveis. Um dia, conheceu uma mulher que lhe mostrou que a vulnerabilidade era a chave. Abrindo-se, ele começou a desbravar a estrada das relações, encontrando laços mais profundos e significativos, onde antes havia solidão.

5. Autoimagem
Júlia olhava-se no espelho e via apenas imperfeições. A sociedade impunha padrões que a faziam sentir-se perdida. Um dia, decidiu se afastar das redes sociais e se reconectar com sua essência. Ao explorar o espelho de sua autoimagem, ela aprendeu a se amar como era, percebendo que a verdadeira beleza reside na autenticidade.
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Os Contadores de Histórias Indígenas

Nota: Apesar de Sherman Alexie e Louise Erdrich estarem vivos, Zitkala-Sa morreu em 1938. Ao final do texto a importância de cada um deles p...